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Deu pau no sistema, e agora?

28 de agosto de 2012 | Em Informática e Tecnologia | 570 visualizações | Por

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Todo dia escutamos que “deu pau” em algum sistema que utilizamos no nosso dia a dia. Em março, uma pane no sistema de trens do metrô paulista prejudicou o transporte de milhões de passageiros. Em abril, uma pane no sistema de recarga de bilhetes eletrônicos em São Luís causou longas filas nos terminais de integração. Neste mês também o sistema utilizado pelo INSS – Instituto Nacional do Seguro Social parou durante um dia inteiro e milhões de segurados ficaram sem atendimento no País.

software bugAs falhas acontecem, mas como fazer para controlar e antecipar os erros dos sistemas que estão no nosso dia a dia de forma que as consequências diminuam o caos que impacta diretamente a população?

Para isso existem os chamados testes de qualidade de software. O principal objetivo é detectar e previr erros em sistemas através de testes que antecipam e identificam sintomas provocados por bugs, por exemplo. Com isso é possível fazer um diagnóstico correto para que os erros sejam corrigidos facilmente e assim conter o temido “pau no sistema”.

Imagine um hospital onde quase tudo é controlado por computadores. Os exames são captados e ficam disponíveis na internet, que é o mesmo canal que os médicos têm acesso aos prontuários eletrônicos. Uma pane no sistema pode comprometer a saúde dos pacientes. Na verdade, toda organização, seja pública ou privada, tem hoje motivos de sobra para se preocupar com isso.

No setor financeiro o esforço é para não perder milhões com uma simples falha. Essa relação se traduz em grandes investimentos em estruturas complexas que asseguram o funcionamento de um ambiente com alto volume de transações em múltiplos canais.

Um fato mais recente foi o acréscimo do nono dígito no sistema de telefonia celular em São Paulo. A operação esconde dados bem mais complexos e desafiadores do que o download de aplicativos para atualização das agendas dos smartphones. Segundo a Anatel, as operadoras tiveram que atualizar nada menos do que 500 sistemas internos para fazer a mudança. Ainda não deu nenhuma pane, mas será que pode haver?

Quem fala sobre o assunto é Osmar Higashi, presidente do BSTQB (Brazilian Software Testing and Qualifications Board), vice-presidente da ABRAMTI (Associação Brasileira de Melhoria em TI) e também representante brasileiro no ISTQB (International Software Testing and Qualifications). Com mais de 20 anos de experiência em tecnologia da informação, já realizou mais de 15 mil projetos em testes de qualidade de software.

Por Claudia Dias – Contato Comunicação

De Ivaiporã/PR, Engenheiro de Computação, Administrador do Grupo Dicas em Geral. Apaixonado por Tecnologia e Informática.



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