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O dilema da escassez de mão de obra qualificada e as mídias sociais

8 de agosto de 2012 | Em Curiosidades | 304 visualizações | Por

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Certa vez, mediando a implementação do planejamento estratégico de uma empresa cliente da indústria hoteleira, fomos perguntados: “Na opinião de vocês, se tivessem de escolher um fator (driver) único que afetará nossa indústria nos próximos anos, qual seria ele?”. A internet social, respondemos. “E um segundo fator?”. “A escassez de mão de obra qualificada”. Temos aqui, nestes dois fatores, um tremendo dilema.

social mediaAté alguns anos atrás, o poder de criar conteúdo era prerrogativa dos fornecedores de produtos e serviços. Hoje, o consumidor emite suas avaliações e recomendações a baixos custos e com maior credibilidade, sob a ótica dos próprios clientes, do que a propaganda oficial das empresas. Pesquisa de abril de 2012, da Nielsen Global Online Consumer Survey, aponta para os seguintes fatos:

92% dos consumidores brasileiros pesquisados confiam em recomendações de amigos e familiares publicadas online.
70% desses consumidores confiam nas opiniões de outros consumidores publicadas na internet.
Há cerca de 2 bilhões de internautas no mundo hoje (ONU).
Há aproximadamente 200 milhões de blogs e 120.000 novos blogs são lançados diariamente.
Há mais de 5 bilhões de telefones celulares no mundo, atualmente.

A propaganda boca a boca sempre teve maior credibilidade. O que muda? O fato de que o boca a boca nunca teve um megafone tão potente como a internet à sua disposição.

A experiência do cliente, que outrora ficava circunscrita ao seu círculo de amigos, relacionamentos sociais, colegas de trabalho e familiares, hoje pode atingir milhões de usuários. O TripAdvisor, por exemplo, possui mais de 35 milhões de avaliações e opiniões de turistas sobre suas experiências com hotéis, resorts, restaurantes, destinos e pacotes turísticos! O Facebook possui mais de 500 milhões de usuários que passam 700 bilhões de minutos por mês nas suas páginas! Qual é a natureza do dilema? O que os conteúdos gerados pelo cliente relatam? Suas experiências. Experiências que resultam de suas inúmeras interações com produtos, instalações e, sobretudo, serviços. E estas interações são, primordialmente, com profissionais de linha de frente.

Ou seja, qualificar este profissional para que as experiências relatadas sejam positivas não é mais uma escolha, mas sim, uma necessidade imperativa. Oitenta por cento dos consumidores têm reservas em comprar produtos e serviços avaliados negativamente em um destes sites de opinião (AOL’s Brand New World Research, 2008). É claro: se possuem alternativas, para que correr o risco?

O descolamento entre o discurso e a prática, poderá acarretar em custos incomensuráveis para as organizações do século XXI. Que o digam a United Airlines e a Brastemp.

Não basta monitorar a opinião de seu cliente na internet social e se comunicar com ele permanentemente por meio da comunicação digital, mas sim aproveitar o QI aumentado que as empresas passam a ter com o advento das mídias sociais, para investir efetivamente em pessoas. Tratando o colaborador como um cliente individual, criando um programa também individual de treinamento e desenvolvimento. Entender e dominar estes dois fatores determinará, em grande medida, o grau de sucesso das empresas nas próximas décadas.

Escrito por Carlos Aldan

De Ivaiporã/PR, Engenheiro de Computação, Administrador do Grupo Dicas em Geral. Apaixonado por Tecnologia e Informática.



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