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Urna Eletrônica – O computador capaz de mudar o futuro

2 de agosto de 2012 | Em Dicas | 6,6 mil visualizações | Por

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urna eletronicaNo Brasil muito se fala da Urna Eletrônica. É este dispositivo que permite uma democracia mais ampla e significativa, tornando cada cidadão um membro constituinte das decisões para lideranças de todos os grupos sociais. Nesta reta final para as Eleições 2012 o Grupo Dicas em Geral preparou uma interessante matéria explicando sobre a Urna Eletrônica que, no próximo dia 7 de outubro, será a sua ferramenta de decisão.

Você sabia que a urna, diferente do que muitos imaginam, é um computador? Isso mesmo. O dispositivo que você utiliza para depositar seu voto é um computador. Pode ser que não pareça, mas este é um equipamento desenvolvido com uma única finalidade, porém diversos recursos.

A urna eletrônica brasileira é um micro-computador responsável pelo armazenamento dos votos durante as eleições. O dispositivo foi desenvolvido no Brasil em 1996 e desde então diversos outros países vêm testando esse e outros equipamentos semelhantes. Existe muita polêmica sobre o nascimento da urna eletrônica, já que, desde os anos 1980, durante o regime militar, ocorreram no Brasil  diversos estudos sobre a realização de eleições informatizadas. Entretanto, a idéia de urnas eletrônicas firmou-se a partir de pesquisas realizadas pela Justiça Eleitoral para tornar mais fácil o processo de votação e apuração nas eleições.

Grupos de engenheiros e pesquisadores ligados ao Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) foram os responsáveis pelo projeto da eleição informatizada em grande escala no País. Destacam-se o trabalho dos engenheiros Mauro Hashioka (INPE), Paulo Nakaya (INPE) e Oswaldo Catsumi (CTA), dentre outros profissionais, pela concepção da segurança do equipamento.

prototipo ue 2000A urna eletrônica que automatizou 100% das eleições, no Brasil, foi desenvolvida por uma empresa brasileira, a OMNITECH Serviços em Tecnologia e Marketing, entre 1995 e 1996 e aperfeiçoada em 1997 para o modelo que se tornou o padrão brasileiro até hoje. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral)  já comprou mais de 500.000 urnas, através de 6 licitações públicas, de 1996 a 2006 de duas empresas americanas de integração de sistemas, a Unisys Brasil, em 1996 e 2002, e a Diebold Procomp em 1998, 2000, 2004 e 2006. Toda a fabricação da urna eletrônica foi realizada por empresas de fabricação sob encomenda como a Indústria TDA, Samurai, Flextronics Brasil e FIC Brasil.

Em 1995 o TSE formou uma comissão técnica liderada por pesquisadores do INPE e do CTA, de São José dos Campos, que definiu uma especificação de requisitos funcionais para a primeira urna eletrônica, chamada então de coletor eletrônico de votos – CEV. Para projetar, desenvolver e fabricar a urna eletrônica para as eleições de 1996 foi aberta uma licitação com o Edital TSE 002/1995, onde concorreram a IBM, que propôs um projeto baseado em um notebook, a Procomp, que apresentou uma espécie de quiosque de auto atendimento bancário e a Unisys, a vencedora da licitação com um design original que se tornou o padrão utilizado até hoje. A Unisys contratou a licença para comercializar ao TSE a urna eletrônica desenvolvida pela OMNITECH.

Em 1996 foi realizado o depósito do Pedido de Patente de Invenção da Urna Eletrônica no INPI, pelo engenheiro Carlos Rocha da OMNITECH e da Samurai.

Em 1997 surgiu o modelo atual da Urna Eletrônica, modelo UE 2000, um aperfeiçoamento da urna original realizado pela OMNITECH, que o Ministério da Ciência e Tecnologia reconheceu que atende à condição de bem com tecnologia desenvolvida no País através da Portaria Nº 413 de 27 de outubro 1997.

A implantação do voto eletrônico dificulta algumas das antigas e comuns fraudes externas da votação de papel (como o “voto carneirinho”, “voto formiguinha”, ou votos de protesto realizados em favor de conhecidos animais como o Macaco Tião e o Rinoceronte Cacareco etc.).

Em 1985 houve a implantação de um cadastro eleitoral informatizado pelo TSE, enquanto a urna eletrônica como se concebe hoje só foi desenvolvida em 1995 e utilizada pela primeira vez nas eleições municipais do ano seguinte. Porém foi em 1989, na cidade de Brusque, Santa Catarina, onde o juiz Carlos Prudêncio realizou a primeira experiência de votação com micro-computadores.

A urna eletrônica teve como objetivo identificar as alternativas para a automação do processo de votação e definir as medidas necessárias à sua implementação, a partir das eleições de 1996, em mais de cinquenta municípios brasileiros. Na ocasião somente municípios com um determinado número de eleitores teria votação eletrônica. A única exceção a esta regra era justamente Brusque, que já havia tido eleições digitais anteriormente.

As urnas brasileiras foram desenvolvidas em vários modelos a cada eleição desde 1996, nas seguintes quantidades:

  • 1996 – produzidas 70 mil. Doadas 20 mil ao Paraguai em 2006 e o restante foi descartado em 2008.
  • 1998 – produzidas 84 mil. Descartadas em 2009.
  • 2000 – produzidas 191 mil. A serem descartadas após a eleição de 2010
  • 2002 – produzidas 50 mil. A serem descartadas após a eleição de 2010
  • 2004 – produzidas 75 mil.
  • 2006 – biométricas. Produzidas 25 mil.
  • 2008 – biométricas. Produzidas 58 mil.
  • 2009 – biométricas. Produzidas 200 mil.
  • 2010 – biométricas. Produzidas: 200 mil.

Os modelos 1996 a 2000 rodavam o sistema operacional VirtuOS. Os modelos 2002, 2004 e 2006 rodavam o sistema operacional Windows CE. A partir de 2008 todos os modelos passaram a utilizar o sistema operacional Linux e foram utilizadas em torno de 450 mil urnas eletrônicas.

urna eletronica modelo 2000Segundo o Projeto Básico do modelo 2010 os componentes principais da urna eletrônica brasileira são:

  • Memória: dois cartões de memória flash um interno e outro externo, com os dados idênticos, onde está gravado o sistema operacional, os programas aplicativos, os dados sobre os candidatos e onde os votos vão sendo gravados através de mecanismos de segurança e redundância de forma a tentar dificultar desvio de votos e a quebra do seu sigilo.
  • Pen-drive: para gravar o resultado ao final da votação.
  • Módulo impressor: utilizado antes do início da votação para a impressão da “zerésima” e ao final da votação para a impressão do “boletim de urna”.
  • Terminal do mesário ou microterminal: um pequeno teclado numérico com leitor biométrico de impressão digital do eleitor, através do qual o mesário autoriza o eleitor a votar pela digitação do número do título do eleitor.
  • Terminal do eleitor: composto de uma tela LCD e um teclado numérico através do qual o eleitor faz sua escolha, possui ainda as teclas BRANCO, CORRIGE e CONFIRMA.

As versões de 2006 a 2010 tem mecanismos acoplados para a identificação da impressão digital do eleitor mas não atentem ao disposto no 5º do Art. 5º da Lei 12.034/2009, que entrará em vigor em 2014, e que determina que a “a máquina de identificar (o eleitor) não tenha nenhuma conexão com a urna eletrônica”.

A primeira fase do projeto de implementação da identificação biométrica foi realizada durante as Eleições Municipais de 2008. O novo sistema foi testado nas cidades de São João Batista (Santa Catarina), Fátima do Sul (Mato Grosso do Sul) e Colorado D’Oeste (Rondônia) utilizando em torno de 100 urnas biométricas.

Tem como dizer quanta tecnologia aplicada naquele aparelho onde votamos? Pois é, a Tecnologia está presente em boa parte de nossa vida, principalmente no futuro. Portanto, nestas eleições, vote consciente e não encare a urna como um equipamento nocivo. É um computador, que está trabalhando em prol de nossa sociedade.

Acredite: este é o único computador capaz de mudar o futuro. Os outros? São consequência dele.

Com informações da Wikipédia.

De Ivaiporã/PR, Engenheiro de Computação, Administrador do Grupo Dicas em Geral. Apaixonado por Tecnologia e Informática.



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