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No Brasil muito se fala da Urna Eletrônica. É este dispositivo que permite uma democracia mais ampla e significativa, tornando cada cidadão um membro constituinte das decisões para lideranças de todos os grupos sociais. Nesta reta final para as Eleições 2012 o Grupo Dicas em Geral preparou uma interessante matéria explicando sobre a Urna Eletrônica que, no próximo dia 7 de outubro, será a sua ferramenta de decisão.
Você sabia que a urna, diferente do que muitos imaginam, é um computador? Isso mesmo. O dispositivo que você utiliza para depositar seu voto é um computador. Pode ser que não pareça, mas este é um equipamento desenvolvido com uma única finalidade, porém diversos recursos.
A urna eletrônica brasileira é um micro-computador responsável pelo armazenamento dos votos durante as eleições. O dispositivo foi desenvolvido no Brasil em 1996 e desde então diversos outros países vêm testando esse e outros equipamentos semelhantes. Existe muita polêmica sobre o nascimento da urna eletrônica, já que, desde os anos 1980, durante o regime militar, ocorreram no Brasil diversos estudos sobre a realização de eleições informatizadas. Entretanto, a idéia de urnas eletrônicas firmou-se a partir de pesquisas realizadas pela Justiça Eleitoral para tornar mais fácil o processo de votação e apuração nas eleições.
Grupos de engenheiros e pesquisadores ligados ao Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) foram os responsáveis pelo projeto da eleição informatizada em grande escala no País. Destacam-se o trabalho dos engenheiros Mauro Hashioka (INPE), Paulo Nakaya (INPE) e Oswaldo Catsumi (CTA), dentre outros profissionais, pela concepção da segurança do equipamento.
A urna eletrônica que automatizou 100% das eleições, no Brasil, foi desenvolvida por uma empresa brasileira, a OMNITECH Serviços em Tecnologia e Marketing, entre 1995 e 1996 e aperfeiçoada em 1997 para o modelo que se tornou o padrão brasileiro até hoje. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já comprou mais de 500.000 urnas, através de 6 licitações públicas, de 1996 a 2006 de duas empresas americanas de integração de sistemas, a Unisys Brasil, em 1996 e 2002, e a Diebold Procomp em 1998, 2000, 2004 e 2006. Toda a fabricação da urna eletrônica foi realizada por empresas de fabricação sob encomenda como a Indústria TDA, Samurai, Flextronics Brasil e FIC Brasil.
Em 1995 o TSE formou uma comissão técnica liderada por pesquisadores do INPE e do CTA, de São José dos Campos, que definiu uma especificação de requisitos funcionais para a primeira urna eletrônica, chamada então de coletor eletrônico de votos – CEV. Para projetar, desenvolver e fabricar a urna eletrônica para as eleições de 1996 foi aberta uma licitação com o Edital TSE 002/1995, onde concorreram a IBM, que propôs um projeto baseado em um notebook, a Procomp, que apresentou uma espécie de quiosque de auto atendimento bancário e a Unisys, a vencedora da licitação com um design original que se tornou o padrão utilizado até hoje. A Unisys contratou a licença para comercializar ao TSE a urna eletrônica desenvolvida pela OMNITECH.
Em 1996 foi realizado o depósito do Pedido de Patente de Invenção da Urna Eletrônica no INPI, pelo engenheiro Carlos Rocha da OMNITECH e da Samurai.
Em 1997 surgiu o modelo atual da Urna Eletrônica, modelo UE 2000, um aperfeiçoamento da urna original realizado pela OMNITECH, que o Ministério da Ciência e Tecnologia reconheceu que atende à condição de bem com tecnologia desenvolvida no País através da Portaria Nº 413 de 27 de outubro 1997.
A implantação do voto eletrônico dificulta algumas das antigas e comuns fraudes externas da votação de papel (como o “voto carneirinho”, “voto formiguinha”, ou votos de protesto realizados em favor de conhecidos animais como o Macaco Tião e o Rinoceronte Cacareco etc.).
Em 1985 houve a implantação de um cadastro eleitoral informatizado pelo TSE, enquanto a urna eletrônica como se concebe hoje só foi desenvolvida em 1995 e utilizada pela primeira vez nas eleições municipais do ano seguinte. Porém foi em 1989, na cidade de Brusque, Santa Catarina, onde o juiz Carlos Prudêncio realizou a primeira experiência de votação com micro-computadores.
A urna eletrônica teve como objetivo identificar as alternativas para a automação do processo de votação e definir as medidas necessárias à sua implementação, a partir das eleições de 1996, em mais de cinquenta municípios brasileiros. Na ocasião somente municípios com um determinado número de eleitores teria votação eletrônica. A única exceção a esta regra era justamente Brusque, que já havia tido eleições digitais anteriormente.
As urnas brasileiras foram desenvolvidas em vários modelos a cada eleição desde 1996, nas seguintes quantidades:
Os modelos 1996 a 2000 rodavam o sistema operacional VirtuOS. Os modelos 2002, 2004 e 2006 rodavam o sistema operacional Windows CE. A partir de 2008 todos os modelos passaram a utilizar o sistema operacional Linux e foram utilizadas em torno de 450 mil urnas eletrônicas.
Segundo o Projeto Básico do modelo 2010 os componentes principais da urna eletrônica brasileira são:
As versões de 2006 a 2010 tem mecanismos acoplados para a identificação da impressão digital do eleitor mas não atentem ao disposto no 5º do Art. 5º da Lei 12.034/2009, que entrará em vigor em 2014, e que determina que a “a máquina de identificar (o eleitor) não tenha nenhuma conexão com a urna eletrônica”.
A primeira fase do projeto de implementação da identificação biométrica foi realizada durante as Eleições Municipais de 2008. O novo sistema foi testado nas cidades de São João Batista (Santa Catarina), Fátima do Sul (Mato Grosso do Sul) e Colorado D’Oeste (Rondônia) utilizando em torno de 100 urnas biométricas.
Tem como dizer quanta tecnologia aplicada naquele aparelho onde votamos? Pois é, a Tecnologia está presente em boa parte de nossa vida, principalmente no futuro. Portanto, nestas eleições, vote consciente e não encare a urna como um equipamento nocivo. É um computador, que está trabalhando em prol de nossa sociedade.
Acredite: este é o único computador capaz de mudar o futuro. Os outros? São consequência dele.
Com informações da Wikipédia.
De Ivaiporã/PR, Engenheiro de Computação, Administrador do Grupo Dicas em Geral. Apaixonado por Tecnologia e Informática.
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